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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Porque os Jovens Profissionais da Geração Y Estão Infelizes


Ana é parte da Geração Y, jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda (Wikipedia).

Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando: Ana está meio infeliz.

Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:
É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz. Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:

Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.

Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios.

Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.
Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam, isso os deixou satisfeitos e otimistas.
Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.

Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.

Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:

GYPSYs são ferozmente ambiciosos

O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.
Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.

Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.

Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância: VOCÊ É ESPECIAL

Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:


GYPSYs vivem uma ilusão

Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor: Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.

Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial: es-pe-ci-al = adjetivo - melhor, maior, ou de algum modo diferente do que é comum

De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada...

Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.

Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são como a figura ao lado.

Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos. Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

Paul Harvey, um professor da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos, e expert em GYPSYs, fez uma pesquisa onde conclui que a geração Y tem “expectativas fora da realidade e uma grande resistência em aceitar críticas negativas” e “uma visão inflada sobre si mesmo”. Ele diz que “uma grande fonte de frustrações de pessoas com forte senso de grandeza são as expectativas não alcançadas. Elas geralmente se sentem merecedoras de respeito e recompensa que não estão de acordo com seus níveis de habilidade e esforço, e talvez não obtenham o nível de respeito e recompensa que estão esperando”.

Para aqueles contratando membros da geração Y, Harvey sugere fazer a seguinte pergunta durante uma entrevista de emprego: “Você geralmente se sente superior aos seus colegas de trabalho/faculdade, e se sim, por quê?”. Ele diz que “se o candidato responde sim para a primeira parte mas se enrola com o porquê, talvez haja um senso inflado de grandeza. Isso é por que a percepção da grandeza é geralmente baseada num senso infundado de superioridade e merecimento. Eles são levados a acreditar, talvez por causa dos constantes e ávidos exercícios de construção de auto-estima durante a infância, que eles são de alguma maneira especiais, mas na maioria das vezes faltam justificativas reais para essa convicção”.

E como o mundo real considera o merecimento um fator importante, depois de alguns anos de formada, Ana se encontra aqui:
A extrema ambição de Ana, combinada com a arrogância, fruto da ilusão sobre quem ela realmente é, faz ela ter expectativas extremamente altas, mesmo sobre os primeiros anos após a saída da faculdade. Mas a realidade não condiz com suas expectativas, deixando o resultado da equação “realidade – expectativas = felicidade” no negativo.

E a coisa só piora. Além disso tudo, os GYPSYs tem um outro problema, que se aplica a toda sua geração: GYPSYs estão sendo atormentados

Obviamente, alguns colegas de classe dos pais da Ana, da época do ensino médio ou da faculdade, acabaram sendo mais bem-sucedidos do que eles. E embora eles tenham ouvido falar algo sobre seus colegas de tempos em tempos, através de esporádicas conversas, na maior parte do tempo eles não sabiam realmente o que estava se passando na carreira das outras pessoas.

A Ana, por outro lado, se vê constantemente atormentada por um fenômeno moderno: As fotos compartilhadas no Facebook.

As redes sociais criam um mundo para a Ana onde: A) tudo o que as outras pessoas estão fazendo é público e visível à todos, B) a maioria das pessoas expõe uma versão maquiada e melhorada de si mesmos e de suas realidades e C) as pessoas que expôem mais suas carreiras (ou relacionamentos) são as pessoas que estão indo melhor, enquanto as pessoas que estão tendo dificuldades tendem a não expor sua situação. Isso faz Ana achar, erroneamente, que todas as outras pessoas estão indo super bem em suas vidas, só piorando seu tormento.

Então é por isso que Ana está infeliz, ou pelo menos, se sentindo um pouco frustrada e insatisfeita. Na verdade, seu início de carreira provavelmente está indo muito bem, mas mesmo assim, ela se sente desapontada.

Aqui vão meus conselhos para Ana:

1) Continue ferozmente ambiciosa. O mundo atual está borbulhando de oportunidades para pessoas ambiciosas conseguirem sucesso e realização profissional. O caminho específico ainda pode estar incerto, mas ele vai se acertar com o tempo, apenas entre de cabeça em algo que você goste.

2) Pare de pensar que você é especial. O fato é que, neste momento, você não é especial. Você é outro jovem profissional inexperiente que não tem muito para oferecer ainda. Você pode se tornar especial trabalhando duro por bastante tempo.


3) Ignore todas as outras pessoas. Essa impressão de que o gramado do vizinho sempre é mais verde não é de hoje, mas no mundo da auto afirmação via redes sociais em que vivemos, o gramado do vizinho parece um campo florido maravilhoso. A verdade é que todas as outras pessoas estão igualmente indecisas, duvidando de si mesmas, e frustradas, assim como você, e se você apenas se dedicar às suas coisas, você nunca terá razão pra invejar os outros.

Fonte deste texto (em inglês): http://migre.me/hx7NZ Autor: Igor Johansen. 


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

As pessoas desejam trabalhar onde se sentem bem



Clima agradável é o que mais retém talentos, dizem empresas brasileiras
Desenvolvimento constante e plano de carreira vêm em seguida.
Empresas diversificam benefícios para reter funcionários, diz pesquisa
Bônus em dinheiro pode prejudicar moral e produtividade, diz pesquisa

Uma pesquisa feita com 230 empresas brasileiras pela Curriculum, empresa de serviços de recrutamento e seleção online, mostra o que elas têm feito para reter seus talentos. Os resultados mostraram que a maior preocupação tem sido oferecer um clima agradável no ambiente de trabalho, segundo 42% das empresas entrevistadas. Participação nos lucros (29%), benefícios especiais (28%) (academia, berçário/creche, curso de idiomas, restaurante na empresa, etc), possibilidade de desenvolvimento constante (26%), flexibilidade no horário de trabalho (25%) e bônus (24%) são outros fatores que elas acreditam que fazem a diferença para um colaborador permanecer onde está.

Possibilidade de transferência para outro país (2%), viagens internacionais (2,5%), 14º salário (4,5%) e carro (6%) foram as opções menos votadas e, consequentemente, as menos praticadas pelas empresas.

Quando questionadas sobre quais medidas são mais efetivas, independentemente de estarem adotando ou não, 69% também responderam o clima agradável no ambiente corporativo. A opção é seguida pela possibilidade de desenvolvimento constante e plano de carreira estruturado, que empataram em 62%, remuneração acima da média do mercado (60%), participação nos lucros (56%), benefícios especiais (48%), flexibilidade no horário de trabalho (43,5%) e oportunidade de oferecer pós-graduação ou outros cursos de especialização (39%).
Já a possibilidade de transferência para outro país, junto com carro cedido pela empresa (5,7% ambos) e viagens internacionais (10%), foram as alternativas menos votadas.

Mas, para a maioria, as atitudes tomadas não têm dado certo. Segundo 51% dos entrevistados, os benefícios oferecidos pelas organizações não têm realmente retido os talentos. Mas o número expressivo de 49% acredita que sim. “Percebe-se que há ainda certa distância entre compreender o que os funcionários desejam e o que as empresas estão oferecendo. Observar isso e entender as reais necessidades do profissional evita prejuízos no futuro”, diz Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

O executivo afirma também que, em muitos casos, a empresa até sabe o que motiva os colaboradores, mas não pode atendê-los na plenitude.

Entre as empresas que oferecem os benefícios especiais, a pesquisa mostra quais são:  restaurante na empresa e plano de saúde avançado lideram com 51%, estacionamento tem 44%, e auxílio no pagamento de pós-graduação, MBA, cursos de especialização vêm em seguida, com 38%.

Em relação as expectativas dos mais jovens, a realidade é um pouco diferente. Este grupo valoriza alguns pontos não citados anteriormente. Mas no cômputo geral, parece que o que pesa mais na avaliação dos jovens são basicamente as mesmas coisas. Isso fica evidenciado quando vemos o resultado da 12ª Edição da Pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada de março a abril de 2013 pela Cia de Talentos em parceria com a Nextview People, onde a Petrobras foi reeleita a Empresa dos Sonhos dos Jovens Brasileiros em 2013.

De acordo com os resultados, a estatal manteve o primeiro lugar no ranking brasileiro em 2013. O segundo lugar permaneceu ocupado pela Google, que foi a primeira colocada em 2010 e 2011. A "disputa" entre Google e a Petrobras pelas duas primeiras posições ocorre desde 2008. Veja abaixo:


Os jovens vêm desconstruindo modelos antigos, questionando o status quo, criando uma nova relação com a hierarquia e buscando maior coerência entre propósito de vida e carreira. A cada dia que passa, os jovens estão mais colaborativos, mais conectados, mais exigentes e mais interessados em construir um mundo melhor.

Todos estes questionamentos podem ser percebidos nos motivos pelos quais eles escolhem esta ou aquela empresa. Pela primeira vez, os jovens apontaram a possibilidade de inovar (23%) como um dos motivos de escolha de sua Empresa dos Sonhos. "O jovem carrega o desejo de surpreender, ousar, sair do lugar comum e deixar sua marca. No mundo atual, inovar é se diferenciar diante de tantos outros profissionais, serviços ou empresas", explica Danilca Galdini, sócia da Nextview People.

Vale dizer também que nem tudo é tão novo nessa edição. Aprendizado e desenvolvimento profissional (46%), boa imagem no mercado (32%) e fazer o que se gosta (27%) são argumentos que já estão há alguns anos incorporados no discurso dessa geração. Salários e benefícios diferenciados (24%) voltaram a figurar os motivos de escolha no ano passado e por lá permaneceram este ano.

Um ponto que chama a atenção e provoca algumas reflexões é o fato de que entre os jovens respondentes apenas 60% disseram ter uma Empresa dos Sonhos, sendo que, em 2012, 77% sonhavam com alguma. "É interessante observar que os motivos de escolha dos que têm uma Empresa dos Sonhos e dos que não têm são semelhantes. Isto significa que as organizações precisam se preocupar com o ambiente e com os desafios que estão oferecendo para esse jovem. As questões que ficam são: por que eles estão mais céticos em relação as empresas? Podemos supor por que eles estão menos atraídos pelo mundo corporativo?", indaga Maíra Habimorad, sócia e vice-presidente da Cia de Talentos.

Para formar sua própria opinião sobre as organizações, o jovem faz sua lição de casa e usa o poder de suas conexões. Dentre os respondentes brasileiros, 31% disseram que se relacionam ou já se relacionaram com a empresa ou com alguém que trabalhou nela; 17% viram informações na mídia, 10% souberam de algo por meio de redes sociais ou acessaram o site da empresa.

Fontes: G1, São Paulo e Cia. de Talentos.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS


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Este Post é para uma reflexão neste final de ano. Invista alguns minutos para ler sobre esta teoria e veja se, de alguma forma, ela se relaciona com algum comportamento que você pode melhorar, ajudando na busca pelo seu aprimoramento profissional (e pessoal).
Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.
Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram.Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.
Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por quê que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Evidentemente, não é devido à pobreza, é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.
Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma idéia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação. Faz quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras. Induz ao “vale-tudo”. Cada novo ataque que a viatura so fre reafirma e multiplica essa idéia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.
Baseados nessa experiência, foi desenvolvida a ‘Teoria das Janelas Partidas’, que conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.
Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar com o sinal vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e delitos cada vez mais graves.Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pesso as forem adultas.
Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas, estes mesmos espaços são progressivamente ocupados pelos delinquentes.
A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: lixo jogado no chão das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.
Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às norm as de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.
A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinqüente, pois aos dos abusos de autoridade da polícia deve-se também aplicar-se a tolerância zero.
Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito.Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.
A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.
Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc.
Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na rua onde vivemos.
Reflita sobre isso!
  The police and neighborhood safety BROKEN WINDOWS by JAMES Q WILSON AND GEORGE L. KELLING

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como se preparar financeiramente para uma demissão

Veja o que fazer para enfrentar esse período com a maior tranquilidade possível
 Sem planejamento para emergências, a demissão pode impactar profundamente nos planos financeiros de uma família

Pressionadas pela crise internacional e pelos fracos resultados da economia brasileira, diversas empresas vêm anunciando cortes ou reestruturações. Nos últimos meses, funcionários de grandes empresas, como IBM, TAM, Itaú, Santander, passaram por demissões, experiência que pode desestruturar todos os planos financeiros de uma família.

Gastos mensais precisam ser revistos e planos de cursos, viagens, troca de carro, aquisição ou quitação de um imóvel são deixados em segundo plano. "Poucos profissionais pensam na possibilidade da demissão ou fazem reservas financeiras para o caso de isso acontecer", afirma o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, de São Paulo.

Mas a mais nova pesquisa Práticas de Demissões de Executivos, da consultoria Lens & Minarelli, divulgada em setembro, mostra que os profissionais deveriam considerar  com maior atenção o risco de uma demissão. Os números mostram que a rotatividade só está aumentando.

Um dos sinais disso, por exemplo, é o aumento da proporção de executivos que já amargaram mais de um corte. "Em 2010, eles eram 44%. Em 2012, 52% deles já estavam passando por sua segunda demissão", comenta Mariá Giuliese, diretora executiva da consultoria.

O estudo também identificou a redução do pacote de benefícios pós-demissão. Em 2005, 70% das empresas davam gratificações em dinheiro aos demitidos. No ano passado, apenas 25% das companhias fizeram isso. "A concessão de benefícios está cada vez mais limitada ao que a lei determina, por isso, mais do que nunca é preciso se preparar", aconselha Mariá.

Foi justamente por não imaginar que a demissão um dia bateria à sua porta, que o executivo Maurício Oliveira, de 28 anos, jamais se preocupou em guardar dinheiro para essa finalidade. O carioca, que vive em São Paulo desde 2007, recebeu no começo do ano um convite para mudar de emprego e ocupar um cargo de consultor sênior em outra companhia.

Três meses depois, a empresa não quis manter o contrato e Maurício ficou sem emprego. Como não tinha nenhuma reserva, ele teve de colocar o carro à venda  e sua mulher, Taiana Melo, cancelou a matrícula no MBA que começaria. "Todo o nosso planejamento era com base naquele emprego, e não deu tempo sequer de começar", diz.

Por sorte, contrariando as estatísticas que indicam o prazo médio de seis meses para se recolocar, Maurício conseguiu um novo trabalho em apenas um mês e foi contratado pela multinacional Oberthur Technologies para um cargo de média gerência. Da demissão, ele tirou como lição a necessidade de fazer uma poupança para momentos emergenciais como esse. "Minha mentalidade mudou. Desta vez, eu e minha esposa nos propusemos a guardar 30% de nossa renda por quatro meses, caso um dos dois fique fora do mercado", revela.

Reserva anual
Segundo Mauro Calil, a proteção composta de fundo de Garantia do Tempo de serviço (FGTS) e seguro-desemprego não costuma ser suficiente para manter o padrão de vida dos executivos. Por isso, ficar desempregado pode impactar fortemente a rotina da família. "Recomendo fazer um colchão financeiro em renda fixa,  que cubra o mínimo de 12 meses de suas despesas. se o seu gasto anual é de 60.000 reais, você terá de ter essa quantia em renda fixa", explica.

Como é impossível somar esses recursos de uma hora para a outra, planejamento e assiduidade são fundamentais. "No primeiro mês, reserve 1% dos vencimentos, no segundo mês, 2%, no terceiro, 3% e assim por diante, até que tenha o hábito de salvar ao menos 10% mensalmente", diz.  Bônus, 13º salário e participação nos lucros (PLR) devem entrar nessa poupança.

Foco para não errar
Foi por ter um grande controle financeiro que a advogada Elisabeth Eusébio de Moraes, de 33 anos, de São Paulo, conseguiu manter-se serena após um inesperado desligamento da empresa de siderurgia em que trabalhava havia cinco anos como advogada sênior. "Na primeira semana foi terrível. Eu ficava me perguntando o que tinha feito de errado", lembra.

Mas como tinha reservas suficientes para cobrir suas despesas por um ano, Elisabeth teve tranquilidade para realizar cursos que lhe devolveram a autoconfiança. Após quatro meses de busca, a advogada foi contratada pela FMC, empresa da área química, como consultora jurídica de negócios no Brasil e na América Latina. "Fez diferença ter segurança e encarar o desemprego como uma situação temporária", diz.

Para Daniel Cunha, sócio-diretor da Exec, consultoria de desenvolvimento, por maior que seja a ansiedade nessa fase, não se deve aceitar cargos sem relação com seu projeto de carreira ou com remuneração inferior. Isso porque a tendência é que a pessoa continue buscando outra posição, comprometendo seu desempenho na nova função.

A boa notícia é que, para alguns especialistas, não devem acontecer mais demissões de larga escala neste fim de ano ou no começo de 2014.

Para Wilson Amorim, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), o momento não é de crescimento, mas tampouco devem ocorrer grandes cortes.  "Não é hora de expansão de negócios, mas de manutenção", avalia. Mesmo diante de um cenário mais otimista, vale a pena manter a moderação e incorporar as lições de planejamento.

*Karina Fusco, da Você S/A.


domingo, 29 de setembro de 2013

Melhores Empresas Para Trabalhar 2013


Já foi comprovado que um ambiente de trabalho saudável gera diversos benefícios para a empresa e seus funcionários. Com o objetivo de levantar quais são as melhores empresas para trabalhar, algumas entidades se voltam para avaliar as melhores empresas para se trabalhar no Brasil e no mundo.
 


Neste segundo semestre foram divulgadas os resultados destas apurações, que levam em conta várias dimensões como: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho, Camaradagem e também algumas práticas de gestão como formas de Contratar e receber, Inspirar, Falar, Ouvir, Agradecer, Desenvolver, Cuidar, Celebrar e Compartilhar.

 
Estas listas são excelentes referências para pessoas que buscam entender melhor onde estão as melhores oportunidades, à partir do entendimento sobre as empresas que são melhores avaliados por seus empregados e pelo mercado. Afinal, oferecer aos colaboradores a chance de sonhar, de crescimento pessoal e de realização profissional fazendo o que gostam são algumas das características em comum das principais premiadas.
Estou postando abaixo duas destas listas para que você possa entrar nos sites e verificar:
 
1. Ranking Employees' Choice  (Opção dos Empregados). O ranking Employees' Choice - 50 Melhores Lugares para Trabalhar em 2013 é escolhido a dedo pelos próprios funcionários.Diferente de outras premiações que levam em consideração diversos requisitos, o ranking do site apenas se baseia no feedback e comentários compartilhados pelos funcionários na rede social ao longo do ano de 2012.
Site do InfoMoney com a lista do Employees' Choice: http://migre.me/geD5a
 
2. Ranking ‘As Melhores Empresas para Trabalhar 2013’, parceria entre a revista ÉPOCA e o instituto Great Place to Work (GPTW) - Brasil", em associação com a revista Época. A relação esta dividida entre Nacionais Médias e Pequenas (entre cem e 999 funcionários), Multinacionais Médias e Pequenas (também entre cem e 999) e Grandes (nacionais ou multinacionais com mais de mil funcionários).
Site da GPTW (Great Places doWork): http://migre.me/geD1r

Boa navegada!!